quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Enfim, Paris!

Desde minha viagem à Europa em 2011, fiquei encantado com o pouco que vi de Paris. Apesar de visitar os principais pontos turísticos como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, Louvre, Notre Dame e apesar do meu francês não ir além de parlez-vous anglais cheguei a me aventurar em outros locais da cidade e tive a oportunidade de entrar em contato direto com os parisienses, conhecer o seu humor e o seu mal humor. 
Arco do Triunfo - impressiona pelo seu tamanho.

Torre Eiffel iluminada a partir das 22 horas

Como diz minha prima Helena que mora lá há cerca de vinte anos, com aquele tempo que faz lá, não é de se admirar que os parisienses sejam tão mal-humorados. O que mais me chamou a atenção foram os parques parisienses e como eles são cuidados. Em especial, destaco o Parc Georges Brassens no 15º arrondissement. Longe, anos-luz de querer ser um guia de Paris, pois para isso existem centenas de sites (e aqui indico um que acredito ser completo não somente sobre Paris, mas a França, que é o http://www.conexaoparis.com.br/ e utilizem sem moderação), mas quero comentar sobre minha primeira visita à Paris e pela qual me apaixonei. Havíamos acabado de chegar da Disneyland, de onde se alcança através de uma conexão via RER da Gare de Lyon em direção à Marne-La-Vallée/Chessy. Voltando para o hotel, próximo ao Parc des Expositions, caminhamos até o Parc Georges Brassens.  
Gare de Lyon, de onde se pode chegar até a Disneyland

Chegando lá, enquanto observava as crianças brincando no parque, aproximou-se de mim uma senhora e, talvez ouvindo aquela língua exótica chamada português, perguntou, em inglês, de onde nós éramos. E começamos a conversar. E a conversa foi se desenrolando sobre o Brasil, sobre seus costumes e a senhora cada vez mais interessada. E eu elogiava sua cidade, seus parques, aquele clima de primavera que tanto me fascinava. Percebi que já eram quase 21 horas e que o parque fecharia em breve. Despedi-me daquela senhora encantado mais ainda com aquela cidade.
Apesar do pouco tempo que fiquei na cidade, apaixonei-me por ela e pela cultura francesa. De volta ao Brasil, resolvi estudar francês. Dois anos depois, voltei a Paris, desta vez, sozinho, de passagem para Lyon onde faria um curso de francês durante um mês. Aproveitei para registrar algumas passagens da cidade que me marcaram, seja pela sua beleza, seja por sua história.
Na minha modesta opinião, nada mais parisiense que o Sena. E passear por suas margens, observando a paisagem, aventurar pelas ruas por trás dos grandes pontos turísticos, conversar com as pessoas, entrar em um quiosque onde se encontrar souvenirs foi de uma satisfação imensa.



Pont Neuf
 Cruzando a Pont Neuf, dobrando à esquerda, alcança-se os jardins que ficam por trás da Igreja de Notre Dame. Sentei-me em um dos muitos bancos sob as árvores, aproveitando a conexão wi-fi gratuita, fazendo um lanche enquanto aguardava o barco que faria o passeio pelo Sena. Detalhe, os barcos do Batobus fazem o mesmo percurso do Bateau Mouche e são bem mais baratos.


Pegando o Batobus na margem esquerda do Sena, próximo à Notre Dame, o barco faz o percurso até o Jardin des Plantes, a saída do canal de Saint-Martin, retornando em seguida em direção ao Hôtel de Ville, Louvre e Champs-Élysées, onde desci para fazer uma caminhada até o Palais des Invalides.


Hôtel de Ville

Museu do Louvre



Palais des Invalides


Atravessando a Pont Alexandre III chega-se ao Palácio dos Inválidos, contruído por Napoleão I para acolher os soldados feridos das guerras. Há um museu com acervo militar, Musée de l'Armée, inclusive da 2ª Guerra Mundial, bem como a tumba do imperador. Essa foto acima foi tirada da Av. de Tourville, onde, à direita segue-se para o Museu de Rodin e à esquerda para a Av. de la Bourdonnais e ao Champ de Mars de onde se contempla a Torre Eiffel. Ficava admirado à medida que me aproximava do Campo de Marte e via a torre ganhando forma e tamanho. As calçadas muito arborizadas tornavam a caminhada extremamente agradável.


Chegando à Torre Eiffel, como não tinha comprado o ingresso antes, tive que enfrentar uma fila, coisa normal em qualquer ponto turístico, mas nada que tirasse o bom humor. Antes da subida, passa-se por uma revista por seguranças nada simpáticos e tem-se acesso, ou pelo elevador ou pela escada. Escolhi a segunda opção e à medida que subia, enquanto tomava fôlego para continuar (não contei, mas dizem que até o primeiro nível tem mais de 300 degraus) fui registrando algumas fotos da cidade. Infelizmente, a bateria da minha câmera acabou e, felizmente, estava com o celular para registrar.
Campo de Marte e Montparnasse ao fundo.

Margem direita e esquerda do Sena.

Reparem no tamanho das pessoas a partir primeiro nível.

Olhando para o norte, vê-se a Colina de Montmartre


Vista do Campo de Marte e a Torre de Montparnasse ao fundo

Vista do Jardin du Trocadéro e La Défense ao fundo
Visão da torre a partir do Trocadéro
Após a visita à Torre, desci em direção ao Jardin du Trocadéro que fornece uma vista magnífica da Torre. Procurando fugir dos inúmeros comerciantes de souvenirs que abordam os turistas, dirigi-me ao Palácio de Chaillot, no cume da colina em que se ergue este jardim. Ali, há museus como o Museu da Marinha e o Museu do Homem. Vale à pena uma visita ali.
Em seguida, peguei o metrô linha 6 na estação Trocadéro em direção à Charles de Gaule/Étoile onde desci para contemplar o Arco do Triunfo.
Abaixo do Arco tem uma passarela subterrânea por onde se acessa o monumento.
Saindo da estação do metrô, passando por baixo do monumento, pode-se comprar o ingresso para subir e ter uma visão de toda a Champs-Élysée. Peguei, então, o metrô na estação Charles de Gaule, linha 2 em direção à Nation e desci na estação de Anvers, onde peguei o funicular para subir a colina de Montmartre. Desta vez não quis subir os degraus de uma escadaria que sobe ao lado do funicular. Aliás, com o ticket do metrô, tem-se acesso ao funicular.
Subida do funicular de Montmartre

Chegando à colina de Montmartre, você se depara com um grande comércio com lojas de tudo que se possa imaginar, bem como restaurantes. É um bairro boêmio, bairro de artistas e é possível vê-los trabalhando na rua, pintando, desenhando.

Em seguida, dirigi-me até a Basílica de Sacré-Coeur, imenso templo erguido em 1870 por ocasião da comemoração da vitória francesa na Guerra Franco-Prussiana, tendo sido concluída somente em 1914. Do alto da colina, tem-se uma vista magnífica da cidade. 
Basílica de Sacré-Coeur



Vista de Paris a partir da colina de Montmartre

Pode-se percorrer as ruas do bairro por meio de um trenzinho que passa por vários locais famosos inclusive a casa de espetáculos Moulin Rouge. Este trem chama-se Le petit train de Montmartre e custa em torno de 6.50 euros a tarifa para adulto. Mais informações no site http://www.promotrain.fr/accueil.htm que está em inglês e francês.
Ao lado da igreja, pode-se encontrar diversos bares e restaurantes, artistas, vendedores, turistas de todas as partes. Enfim, sente-se a cidade viva. É gostoso sentar-se em um dos inúmeros bares e observar o movimento das pessoas nas ruas e pode-se encontrar desde os simples e famosos crepes até pratos mais sofisticados.



Estas foram as impressões que tive em um dia, flanando pelas ruas da Cidade Luz. Espero que esta descrição da minha visão de Paris tenha sido útil e espero contar com os comentários. Se você já foi à Paris, deixe a impressão que você teve desses lugares e compartilhe comigo. Se não foi ainda, não deixe de aproveitar cada momento, capturando detalhes da vida parisiense. Um grande abraço.

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