Certa vez, li que a fotografia é a poesia da imagem. Pensando em ir além do que a imagem da fotografia pode transmitir, resolvi escrever sobre minhas experiências com a fotografia. E por que seguir o Fio de Ariadne? Tal qual o artifício utilizado pela filha do Rei Minos em ajudar seu amado Teseu a entrar e sair com vida do labirinto de Creta, o fio de Ariadne leva a encontrar a beleza de uma fotografia perfeita para mim, caprichada, feita com esmero até representar aquilo que eu perseguia ao ver o tema. Você pode encontrar várias alternativas para sair de um labirinto, para a solução de um problema. Porém, para conseguir isto é preciso tentar; tentar até conseguir uma solução. Se não conseguiu, tentar novamente, eliminando aquele caminho que não levou à solução esperada, partindo de onde começou até encontrar a resposta para o problema. Após cinco meses em que comecei a me dedicar à fotografia, começo a descobrir novas maneiras de encontrar uma solução para aquela foto perfeita, aquela que transmite a poesia da imagem que eu busco em cada clique. Comecei a gostar de fotografia desde o tempo em que meu falecido pai, fotógrafo amador fazia suas experiências com fotografia em preto e branco, dentro de um quarto escuro, com aquela luz vermelha, reveladores, fixadores, negativos. E eu ficava maravilhado quando de repente, de um papel em branco começava a surgir uma imagem, de início opaca e à medida que o papel permanecia mais tempo dentro daquelas soluções ganhava vida, forma, contrastes. Cresci e sempre gostei de fotografia, na verdade, mais de fotografar do que ser fotografado. E hoje, em meio à onda dos selfies, ainda prefiro a primeira opção. Minha primeira câmera, uma Pentax 35-80mm que comprei para registrar o nascimento do meu primeiro filho, em 2002 foi usada somente no modo automático, pois não fazia ideia do que viria a ser aqueles outros botões e só usei até o nascimento da minha filha em 2004, quando apareceram as câmeras digitais. A minha primeira foi um Canon PowerShot A520 com quem partilhei vários momentos felizes, e pude capturar várias imagens que marcaram minha vida, como uma viagem que fiz a Abrolhos em fevereiro de 2010 por ocasião de uma expedição de radioamadorismo para aquela ilha no litoral do sul da Bahia. Abaixo, algumas fotos dessa viagem.
Em seguida, adquiri uma outra Canon, uma PowerShot SX130 IS, que me acompanhou em minha primeira viagem internacional, visitando França, Alemanha, Áustria, Itália e Portugal. E aqui merece um capítulo especial que dedicarei uma importância muito grande, pois foi quando tive o primeiro contato com a cultura francesa e me apaixonei por aquele país e por sua língua. Abaixo, algumas fotos tiradas com esta câmera em Veneza e em Capri.
Infelizmente, a história dessa câmera terminou em uma viagem que fiz com a família para Bariloche e Buenos Aires, esquecida que foi em um quarto de hotel. Apesar de insistentes reclamações junto ao gerente do hotel em que eu afirmava que a câmera havia ficado lá, não a consegui recuperar, bem como as fotos da nossa viagem, especialmente a primeira experiência com a neve. Paciência; foram as imagens, mas ficou a lembrança. Por isso, sempre que viajou, procuro logo fazer um backup das minhas fotos e passar para um pendrive. Assim, não corro o risco de perder de novo e ficar só com as lembranças. Em seguida, no final de 2012, comprei uma Samsung WB 150F, com a qual comecei minhas experiências com obturador e diafragma, ISO, exposição etc. Com ela, comecei a ir além da função smart e passei a explorar os recursos que esta câmera oferece. A partir daí, em fevereiro deste ano de 2014, por ocasião do meu aniversário de 45 anos, resolvi partir para algo mais sério na fotografia, já que minha Samsung começou a mostrar suas limitações, embora ainda a utilize para minhas experiências. Procurei muito por uma DSLR semi-profissional com a qual eu pudesse ingressar no mundo da fotografia digital no sentido de que eu pudesse explorar os recursos que a prioridade abertura, velocidade e manual pudessem traduzir numa melhor qualidade para minhas fotografias. Mais uma vez, seguindo o fio de Ariadne, procurei pesquisar qual equipamento poderia me dar o melhor custo-benefício. Fiz opção pela Canon T3i, que veio com uma objetiva 18-135mm. Com ela, comecei a estudar a fotografia, pesquisando sobre luzes, sombras, poses, design e com ela descobri uma nova paixão na vida. Se até bem pouco tempo, preenchia meu tempo livre com o radioamadorismo, especialmente em transmissões em código morse, passei a me dedicar a encontrar as melhores maneiras de conseguir melhores fotos. Seguindo o fio de Ariadne, começando e recomeçando a cada foto. Portanto, este blog tem o objetivo de mostrar minhas experiências com fotografia, seja de pessoas, paisagens, cenas do cotidiano. À medida que for postando novas fotos, farei comentários do que buscava naquela foto e qual configuração da câmera foi utilizada para conseguir aquele resultado. Espero contar com os comentários e críticas dos que vierem a ler este blog. Desde já agradeço e peço que sigam comigo este fio de Ariadne.



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